
Parabéns pela bagunça que você fez
na minha vida. Pela bagunça que fez no meu coração.
![Eu me sinto despedaçada, como se tivessem me quebrado em pequenos pedaços. Eu não suporto mais essa dor dentro de mim. Eu não suporto mais passar noites em claro pensando em todas aquelas palavras que atravessaram meu coração como flechas envenenadas. […] Eu estou sozinha nessa, mesmo que as pessoas queiram estar comigo, me ajudar. Elas não podem. É como uma guerra comigo mesma, uma guerra que nunca acabará. Uma guerra fria e dolorosa. Uma guerra em que todos saem feridos. Mesmo aqueles que não estão envolvidos nela. Tenho que aprender a enfrentar isso sozinha. Mas como sempre eu terei que procurar meus velhos amigos, lâminas, giletes, facas, remédios. Eles são meu refúgio, não posso deixá-los para traz. Eles fazem parte de mim agora. Não consigo ser forte o suficiente para deixá-los. E nunca serei. Desculpa por decepcionar todos vocês que acharam que eu conseguiria, que eu sairia desse abismo em que me joguei. Apenas, desculpa. (perfeitamenteerrada)](http://25.media.tumblr.com/tumblr_m4i4cxenWs1qe4q8oo1_500.gif)









Quebrada pelas suas palavras. Devastada pelo seu olhar impiedoso ao pronunciá-las. Tudo o que eu temia estava bem a minha frente. E eu não era capaz de correr rápido o suficiente para longe. Só conseguia ficar estagnada te ouvindo quebrar cada pedaço iludido do meu coração. Te ouvindo dizer que eu não era o suficiente. Vendo meu chão se abrir sobre meus pés e minha alma cair fundo. Deixando que lagrimas rolassem sem rumo mesmo com sua presença ao meu lado. Era dor demais. Era amor de menos. Só queria ter sumido naquele momento. Não ter sentido como se uma parte boa fosse arrancada de mim. Como se de novo, eu não bastasse. Poderia ter silenciado o obvio. Mas talvez, eu ficasse com inúmeros “se” na cabeça. Seria pior? A duvida seria pior que a certeza que me corroeu naquele dia? Eu entrei em colapso. Sem saber quando conseguiria parar de chorar enquanto o causador das minhas lagrimas me consolava. Até ele se sentiu comovido com o desespero que emanava do meu corpo. Com a falta de controle sobre a dor. Eu não sei como agüentei. Como consegui sair de perto e me deitar em minha cama. Como fechei meus olhos e rezei para que de manhã fosse diferente. E pior, não sei como acordei e me fintei no espelho. Porque meus olhos ainda estavam vermelhos, meu coração sangrava e minha cabeça estava entorpecida. Ela tentava anestesiar os sentimentos, diminuir a derrota. O pior dia da minha vida. Senti que ninguém nunca iria me escolher. Que seria sempre a segunda opção. Quis desistir de tudo. Pensei em não ter que viver com essa dor me lembrando que perdi mais uma vez. Mas me contive. Escrevi e escrevi. Tentei me libertar da solidão através de palavras. Que ninguém leria. Mas que eram uma tentativa desesperada de dizer como me sentia. Como eu estava caída e sem forças para me levantar. Pedindo para que tudo acabasse. Desejando que as lembranças se apagassem, as vozes se calassem e minha respiração cedesse.

Cresci acreditando que contos de fadas eram verdadeiros. Que poderia ser uma princesa sem coroa, sem vestidos caros e sem sapato de cristal. Acreditava que meu príncipe encantado viria me salvar e me mostrar o amor verdadeiro. Não em seu cavalo branco com uma enorme espada, mas com um sorriso no rosto e uma rosa nas mãos. Pensava que o encontraria de um jeito bobo e totalmente inusitado. Que viveríamos a maior historia de amor que o mundo já inventou. Tudo seria maravilhoso. Como se toda a magia dos livros, pudesse existir em minha vida. Eu acreditei nas páginas coloridas de um livro velho. Acreditei até me encontrar em um canto. Chorando e me perguntando o que havia feito de errado. Porque quem eu pensei que seria uma historia, foi apenas um capitulo. Eu me quebrei na primeira esquina. Perdi a magia em meus olhos e a realeza na madrugada. Fiquei apenas com sonhos utópicos de como poderia ter sido um lindo conto de amor. Sofrendo e me acusando por ter acreditado que eu conseguiria manter minha coroa.

