Meus Sons

sábado, 17 de agosto de 2013


Vazia. Esgotada. Exausta. Era assim que ela se sentia. Sem nada por dentro. Nada pra sentir, nada pra pensar. Simplesmente nada. E o pior de tudo é que ninguem notava. Não, ninguem ligava. Perguntavam como ela estava por educação, e ela respondia que estava tudo bem por costume. Sei lá já tinha virado um estado de espírito. Era fácil fazer todos acreditarem que ela estava alegre. Bastava colocar um sorriso falso no rosto, ser gentil com todo mundo, e mentir o dia todo. No fim, você aprende a atuar. Aprende a atuar, pra não ter que dizer pros outros o que te entristece. Porque? Eles não vão entender mesmo. E ainda iriam te julgar, te chamar de dramática. Vão achar que é besteira. “Ah, olha lá, ela diz que sofre por amor e não viu nada do amor”, ”Ah, olha lá, ela diz que se acha feia só pra ganhar elogios” ou “Ah, olha lá, ela fazendo draminha só pra lhe darem atenção”. Não, é mais fácil atuar. Essa dor, só pertence a ela. É ela quem sofre diariamente. É ela quem chora no banho, para que suas lágrimas não sejam visíveis, e para que escorram com mais facilidade. É quase uma metáfora, dela dizendo pra si mesma que vai passar. Porque era isso que a mantinha viva: a esperança de que essa dor, um dia, iria embora. E nesse dia, só nesse dia, seu sorriso seria sincero. Enquanto isso, seguia em sua rotina de sorrisos falsos e palavras vazias. (bolhas)
Vazia. Esgotada. Exausta. Era assim que ela se sentia. Sem nada por dentro. Nada pra sentir, nada pra pensar. Simplesmente nada. E o pior de tudo é que ninguem notava. Não, ninguem ligava. Perguntavam como ela estava por educação, e ela respondia que estava tudo bem por costume. Sei lá já tinha virado um estado de espírito. Era fácil fazer todos acreditarem que ela estava alegre. Bastava colocar um sorriso falso no rosto, ser gentil com todo mundo, e mentir o dia todo. No fim, você aprende a atuar. Aprende a atuar, pra não ter que dizer pros outros o que te entristece. Porque? Eles não vão entender mesmo. E ainda iriam te julgar, te chamar de dramática. Vão achar que é besteira. “Ah, olha lá, ela diz que sofre por amor e não viu nada do amor”, ”Ah, olha lá, ela diz que se acha feia só pra ganhar elogios” ou “Ah, olha lá, ela fazendo draminhas só pra lhe darem atenção”. Não, é mais fácil atuar. Essa dor, só pertence a elaÉ ela quem sofre diariamente. É ela quem chora no banho, para que suas lágrimas não sejam visíveis, e para que escorram com mais facilidade. É quase uma metáfora, dela dizendo pra si mesma que vai passar. Porque era isso que a mantinha viva: a esperança de que essa dor, um dia, iria embora. E nesse dia, só nesse dia, seu sorriso seria sincero. Enquanto isso, seguia em sua rotina de sorrisos falsos e palavras vazias. 

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