
“Mas você nunca vai ter o melhor, porque simplesmente eu não
tenho um melhor. É horrível ter que admitir tal coisa, mas a verdade é que eu
jamais serei aquilo que esperam. Eu juro que tentei, tentei fazer pessoas
sorrirem, juro… Mas eu não consigo, é como se fosse algo que corre dentro das
minhas veias. Eu nunca vou agradar. E isso não são apenas lamentações, é que
dói olhar pra aqueles que me amam, e ver o quanto estão decepcionados comigo.
Eles olham para mim como se eu fosse algo de errado… Mas eu sou, não é? Eu sou
os gritos, as brigas, os desafetos. Nunca foi o lado bom. Nunca foi sorrisos, e
muito menos amores. Mas eu nasci assim. Vim com defeito de fábrica, dissera
mamãe durante toda a minha infância… Mas é que eu nunca liguei, eu sempre me
conformei com todas as minhas partes ruins. Sempre gostei dos meus erros. Mas
as coisas mudaram. As decepções surgiram, as partidas começaram. Aí eu percebi
que sempre me importei. Que lá no fundo eu sempre gritei “Ei, eu quero ser o
melhor pra vocês!”. E com o tempo esse grito foi saindo lá do fundo… E agora eu
estou gritando para todos. Gritando para que percebam que apesar de não
parecer, eu estou dando o meu melhor. Estou sendo a melhor pessoa que consigo.
Estou amando aqueles que me amam. Mas parece que ninguém nota. Parece que para
eles não faz muita diferença. Digo, para eles simplesmente eu continuo sendo
uma má pessoa. Mas eu não sou. Não intencionalmente… Mas é como eu disse, eu
sempre quis dar o meu melhor…”
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