
Tem horas que tudo que a vida faz é nos empurrar pra bem longe, o que a gente faz? A gente vai, vai atrás do que a gente nem sabe direito o que é, a gente sai correndo, a gente esquece de tudo, esquece de todos até chegar lá. Porque é justamente lá no meio do nada, empenhado naquele silêncio que parece que corta a gente ao meio… É só lá que a gente consegue ter na nossa cabeça, finalmente aquela clareza que a gente tanto procurava sem saber. E fazer música, fazer música pra mim é botar ordem nessa barulheira que é a vida que a gente leva, é fazer com que esses caminhões lá fora, o sangue na TV, a gritaria das ruas, a injustiça dos nossos dias, aquelas pressões que chegam acabar com a nossa vontade de viver, é fazer com que tudo isso PARE! Com que tudo isso se harmonize nem que seja por uns minutos. Porque as vezes eu penso: a gente briga pra ter paz, a gente chora pra poder sorrir, a gente grita (as vezes) porque a gente quer que as pessoas ouçam o que a gente canta, a gente vive pelos que se foram, a gente morre pelos que ainda estão aqui. E eu sinto que as vezes a gente precisa dar de cara com o muro mesmo, a gente precisa ver no horizonte o fim da linha até que no auge desespero a gente apalpa nossas próprias costas e vê nelas o surgimento de um par de asas. É nessa hora que a gente percebe que enquanto a gente acreditar nisso tudo que a gente faz, colocar cada gota do nosso sangue, nosso suor nisso que a gente faz e continuar fazendo isso, enquanto houverem forças, o que a gente tem nas nossas mãos é INFINITO.
O que é ‘infinito’ - O manifesto.

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