
Depois de tantos sentimentos, tombos e choques de realidade, tudo o que sinto hoje é pena. A mesma pena que senti de mim, transferi pras essas pessoas vazias que cada vez mais aprendi a identificar e colocar do lado oposto ao meu. Aprendi a ler na cara o que elas querem me esconder. E foi o que eu fiz com você. Você é tipo aquelas equações que dão uma puta dor de cabeça e vontade de desistir até chegar no resultado. Você foi a questão dissertativa que eu nunca consegui justificar, a estrada de mão única interditada e mais uma porrada de coisas que não me faziam chegar a nada, que não me levavam a lugar nenhum. Não fazia mais sentido insistir em resolver. Entende? Se eu tivesse te pedido pra ficar, você teria ido mesmo assim. A pena em si, nem é por isso. E ela vem acompanhada de uma felicidade boa por “aprender a aprender”. A desistência também é uma forma de aprendizado, porque a persistência só vale quando você acredita. Eu constatei o que eu tinha medo e ao mesmo tempo desejo: Você não me dói mais, dos teus olhos não saem mais aquelas luzinhas e eu não sinto mais vontade de encostar meu nariz no teu e te sussurrar qualquer coisa que te traga uma lembrança boa. Valeu a tentativa, o interesse, o empenho. De qualquer forma foi bonito e isso é o que vale, já que tudo nessa vida é provisório. A pena passou, o amor foi também e a dor nem existe mais. E dessa vez eu descobri a resposta: é que um dia a gente toma jeito.
AMANDA MACIEL =]
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